A
Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância
e Adolescência (Abrapia) sugere atitudes para um
ambiente saudável na escola:
- Conversar com os
alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões;
- Estimular os
estudantes a informar os casos;
- Reconhecer e
valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema;
- Criar com os
estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o
regimento escolar;
- Estimular
lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos;
- Interferir
diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do
bullying.
Todo ambiente
escolar pode apresentar esse problema. "A escola que afirma não
ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência",
diz o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação
Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e
Adolescência (Abrapia). O primeiro passo é admitir que a escola é
um local passível de bullying. É necessário também informar
professores e alunos sobre o que é o problema e deixar claro que o
estabelecimento não admitirá a prática.
"A escola
não deve ser apenas um local de ensino formal, mas também de
formação cidadã, de direitos e deveres, amizade, cooperação e
solidariedade. Agir contra o bullying é uma forma barata e eficiente
de diminuir a violência entre estudantes e na sociedade",
afirma o pediatra.